Bibliotequices

sexta-feira, 27 de março de 2009

Olá amigos!
Tenho andado num virote, sem tempo para vos dar a conhecer os livros novos que chegaram à nossa BE/CRE!
Antes de vos mostrar as nossas novidades, quero partilhar convosco as reflexões que os alunos do 9º ano fizeram sobre a mensagem do livro, aqui divulgado, "Vovô Tsongonhana" do escritor Augusto Carlos.
Ora leiam com atenção os comentários dos vossos colegas e a pequena entrevista que foi feita ao escritor, aquando do colóquio na nossa escola.
COMENTÁRIO DOS ALUNOS DO 9ºC SOBRE A OBRA “VOVÔ TSONGONHANA”, DE AUGUSTO CARLOS
“ Vovô Tsongonhana”: começámos por achar o título do livro muito engraçado, sobretudo porque parecia difícil pronunciar a palavra “tsongonhana”, o que deu origem a algumas leituras gaguejadas quando chegava o momento de dizer “tsongonhana” e provocou alguns momentos verdadeiramente hilariantes!
Inicialmente , achámos o livro demasiado infantil para a nossa idade, devido à simplicidade da linguagem. Depois, começámos a achar graça às palavras- de um certo dialecto moçambicano - que aparecem no texto e que soavam de forma divertida como “matabichar”, “machimbombo”, etc.
Contudo, ansiávamos por aventura, acção…e momentos houve, em que achámos a leitura do livro “uma seca”! Era tudo tão normal, tão real… Terminámos a leitura do “Vovô Tsongonhana” e percebemos que tínhamos sido tocados por este “avô”! Afinal as suas histórias, que influenciaram de forma tão positiva as vidas de Dudinho e das crianças de Congolote, também elas nos tinham encantado e comovido.
Este livro constitui uma verdadeira lição de vida. Com ele aprendemos outras maneiras de agir e pensar. Aprendemos a repensar os valores que devem estar na base do nosso comportamento quotidiano: o amor, a amizade, a solidariedade, a força dos laços familiares, o respeito pelos ensinamentos dos mais velhos e a viver sem ganância. Para além destes valores, que se querem universais, aprendemos algo sobre a cultura moçambicana, as suas paisagens maravilhosas, a sua fauna e a sua flora.

Afinal foi giro! Valeu a pena conhecer este avô tão especial!
Comentário a um excerto do livro “Vovô Tongonhana”:
“(…)e o povo que se julga livre para eleger os seus representantes, que governarão os países, não se consegue aperceber dos jogos que existem por trás da cortina!(…)”
Nós pensamos que o escritor Augusto Carlos, através do seu personagem Tsongonhana, conseguiu transmitir uma mensagem que não se aplica apenas a Moçambique, mas também a outros países como Portugal. De facto a política e os políticos do nosso país não geram confiança nas pessoas em geral e nos jovens em particular. Nós somos exemplo disso, pois não acreditamos na política. Não sabemos o que pensar nem o caminho a seguir. Que fazer?

Francisco, Mauro, Rafael e Tiago , 9ºB

Comentário sobre o capítulo “A Despedida” ,pelo aluno Hélder Tavares do 9ºB:

Eu achei o último capítulo “ A Despedida” muito triste pois, neste capítulo, a morte separa duas personagens que eram muito amigas. Contudo, posso dizer, que, apesar disso, gostei do final do livro, visto que o Avô Tsongonhana conseguiu cumprir a sua missão, ou seja, ele conseguiu ensinar ao Dudinho a melhor forma de viver neste mundo.



Comentário sobre o capítulo “ Ouvindo a voz do interior”, pelos alunos Inês, Fabiana e Renato do 9ºB:

Consideramos este capítulo um dos capítulos mais interessantes do livro “Vovô Tsongonhana” porque mostra que o amor nunca morre mesmo que o destino tenha separado duas pessoas que se amam. Tsongonhana explicou ao “neto” Dudinho que quando “trocamos corações” com outra pessoa, devemos respeitá-la, partilhar sentimentos e segredos para que a “chama” do amor nunca se apague. Os casais devem combater a rotina para não caírem na tentação de olharem para outras pessoas. Eisa uma bela lição que se aplica a todos os casais e que pode ajudar a resolver situações complicadas de casamentos em perigo.
Afinal o que é o amor? Como mantê-lo? Aprendam com a leitura do livro “Vovô Tsongonhana”!



Comentário sobre o capítulo “Pescaria”, pelos alunos Carlos Almeida, Catarina Filipe, Eduardo Silva, Inês Gonçalves e Sara Becken do 9º B:


Após a leitura do capítulo “Pescaria” concluímos que Tsongonhana e o Dudinho tinham uma alimentação saudável, como saudável eram as suas vidas, pois viviam em consonância com a natureza.
Tendo chamado a si a tarefa de educar Dudinho, Tsongonhana ensinou-o a pescar, tal como já o tinha ensinado a caçar e muitas outras coisas da vida como ouvir a voz interior, respeitar a natureza e, principalmente, a ser feliz, vivendo com simplicidade. Desta forma , Dudinho ficou preparado para dar continuidade à “lei da vida” de Tsongonhana.


Comentário sobre o livro "Vovô Tsongonhana", de Augusto Carlos pelos alunos Alberto, Ana Fernandes, Loren, Sara Gomes, Ricardo e Vanessa do 9º B:

Antes de iniciarmos a leitura do livro, observámos a capa (que achámos demasiado infantil) e pensámos que um livro com aquele título devia ser uma verdadeira “seca”! Contudo, quando começámos a embrenhar-nos na história, sentimos o nosso interesse a aumentar e chegámos ao fim do livro sem nenhuma espécie de “sofrimento”! Assim, aprendemos que não devemos fazer juízos de valor apenas pela aparência, pois, como diz o ditado” As aparências enganam”. Este avô fantástico influenciou positivamente não só as vidas das crianças de Congolote e do Dudinho, em particular, mas também as nossas vidas. Para sempre!

A ENTREVISTA....

Os Alunos do 9º D entrevistam o escritor Augusto Carlos:
1- Sabemos que é engenheiro. Como apareceu a escrita na sua vida?
R: Desde muito pequeno, que gosto de ler e escrever e nunca necessitei de fazer “exames” a Língua Portuguesa. A necessidade de transmitir o que sentia, levou-me ao “mundo da escrita”. Sou engenheiro por necessidades económicas, e gosto muito da minha profissão, porque tal como na escrita “eu vejo criar”.

2- Há uma clara opção pelos lugares de África nos seus livros. Porquê?
R: Ao ter nascido em África (Moçambique) e vivido grande parte da minha infância lá, conheci lugares, aprendi a sua cultura, e como tal, para mim é muito fácil descrever e escrever sobre este local.

3- Quanto tempo levou para escrever o “vovô Tsongonhana”?
R: Entre 4 e 5 meses, mais o tempo de correcção e revisão.

4- Qual foi o livro que gostou mais de escrever? Porquê?
R: “Não tenho preferência por nenhum, pois cada livro relata a sua história.

5- Qual foi o livro que obteve mais sucesso junto dos leitores?

R: Cada um obteve o seu próprio sucesso, mas perante diferentes faixas etárias.

6- Acha que a mensagem dos seus livros é compreendida por qualquer tipo de leitor?
R: Na generalidade sim… aceitam bem as mensagens que cada livro transmite. O escritor tenta sempre transmitir o que sente, reflectindo assim a sua maneira de pensar.

7- Acha que os portugueses estão a ler mais?
R: Sim. E uma boa forma de se gostar de ler, é estar atento ao livro que se compra.

Joana Martins e João Rodrigues, 9ºD

Obrigada




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